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Cannabis e Náusea e Vômito por Quimioterapia: Dosagem e Protocolo

2 artigos citados Atualizado em: 13/02/2026

Dados de Dosagem dos Estudos

O principal estudo controlado sobre dosagem de canabinoides para náusea induzida por quimioterapia utilizou cápsulas orais contendo THC 2,5 mg mais CBD 2,5 mg como dose inicial, administradas três vezes ao dia (Grimison et al., 2024). A dose mais frequentemente titulada foi 5 mg de THC com 5 mg de CBD três vezes ao dia (Grimison et al., 2024).

Um pequeno número de pacientes não tolerou a dose inicial de 2,5 mg de THC com 2,5 mg de CBD, indicando que a titulação de dose permanece recomendada (Grimison et al., 2024). Dois participantes descontinuaram o THC:CBD após a primeira dose devido a efeitos colaterais neuropsiquiátricos transitórios (Grimison et al., 2024).

Vias de Administração

O estudo principal utilizou formulação farmacêutica oral em cápsulas para melhorar a precisão e conveniência da dosagem, em comparação com óleo de cannabis ou produtos inalados (Grimison et al., 2024). O tratamento foi administrado do dia -1 ao dia 5, em adição aos antieméticos consistentes com as diretrizes (Grimison et al., 2024).

Em estudos históricos com canabinoides sintéticos, foram utilizadas doses de dronabinol variando de 5-129,6 mg e nabilone de 0,5-6 mg, com diferentes vias de administração (Bilbao et al., 2022).

População Estudada

O estudo controlado incluiu 147 participantes com idade mediana de 56 anos, sendo 78% mulheres (Grimison et al., 2024). A gravidade emética da quimioterapia foi alta em 53% e moderada em 47% dos casos (Grimison et al., 2024).

Todos os participantes haviam recebido pelo menos um ciclo da mesma quimioterapia antes da inclusão, com 46% tendo recebido dois ou mais ciclos (Grimison et al., 2024). A profilaxia antiemética de base incluiu dexametasona e antagonista 5-HT3 em 97%, antagonista NK-1 em 80% e olanzapina em 10% dos casos (Grimison et al., 2024).

Limitações

O recrutamento foi interrompido precocemente devido ao recrutamento lento, reduzindo o poder estatístico para detectar diferenças entre os grupos de estudo (Grimison et al., 2024). Apenas 10% dos participantes foram tratados com olanzapina, que foi adicionada às diretrizes de prática clínica durante o período de recrutamento (Grimison et al., 2024).

O estudo não forneceu informações sobre eficácia a longo prazo ao longo de múltiplos ciclos de quimioterapia, pois muitos participantes completaram a quimioterapia dentro de um ou dois ciclos do tratamento do estudo (Grimison et al., 2024). Existem barreiras importantes para o uso de THC:CBD oral na prática clínica de rotina, incluindo efeitos adversos, atitudes culturais e restrições legais (Grimison et al., 2024).

Referências Científicas

  1. [1] Grimison, Peter; Mersiades, Antony; Kirby, Adrienne; Tognela, Annette; Olver, Ian; Morton, Rachael L; Haber, Paul; Walsh, Anna; Lee, Yvonne; Abdi, Ehtesham; Della-Fiorentina, Stephen; Aghmesheh, Morteza; Fox, Peter; Briscoe, Karen; Sanmugarajah, Jasotha; Marx, Gavin; Kichenadasse, Ganessan; Wheeler, Helen; Chan, Matthew; Shannon, Jenny; Gedye, Craig; Begbie, Stephen; Simes, R John; Stockler, Martin R (2024). Oral Cannabis Extract for Secondary Prevention of Chemotherapy-Induced Nausea and Vomiting: Final Results of a Randomized, Placebo-Controlled, Phase II/III Trial.. Journal of clinical oncology : official journal of the American Society of Clinical Oncology. PMID: 39151115
  2. [2] Bilbao, Ainhoa; Spanagel, Rainer (2022). Medical cannabinoids: a pharmacology-based systematic review and meta-analysis for all relevant medical indications.. BMC medicine. PMID: 35982439

As informações desta biblioteca são baseadas em revisão da literatura científica disponível e têm propósito exclusivamente educacional. A prescrição de cannabis medicinal deve considerar a avaliação clínica individual, histórico do paciente e regulamentação vigente. Decisões terapêuticas são de responsabilidade exclusiva do prescritor.

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